segunda-feira, 19 de outubro de 2015

As Estrelas

As estrelas,
Poesia eterna do firmamento
São poeira cósmica
Tremeluzente e ufana,
São o soalho do infinito
A finitude da infinidade

Orifícios na manta espacial especial

Suco adstringente
Da distância
Que separa o fim do seu fim.

As estrelas,
Poesia etérea do firmamento
São meras bolsas de ases,
Azares de gases e idade a mais,
São nódoas irritantes
No perfeito negro do céu

Corpos celestes celestiais bestiais

Beijo insolente
Da infância
Que em mim veio dar a mim.

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