Caracol
Sol bemol
Caracol sustenido
Caracol Sol
Bemol
Caracol
Sustenido
Caracol.
Bemol.
Sustenido.
Bemol.
Sustenido.
Ao sol.
"...um cálice incendiado a vapores e óleos perfumados, e restos de mim e do eu em bocados..."
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Relicário
Constelações mastigadas.
Cuspidas.
Regurgitadas.
Vermes hospitalizados.
Comatosos.
Embriagados.
Alpendres incendiados.
Carcomidos.
Violentados.
O rídiculo embate de forças desiguais.
A mais.
A mais.
Incontáveis varandas vertidas na rua.
A tua.
A tua.
E o cais.
E cais.
Cais.
Cuspidas.
Regurgitadas.
Vermes hospitalizados.
Comatosos.
Embriagados.
Alpendres incendiados.
Carcomidos.
Violentados.
O rídiculo embate de forças desiguais.
A mais.
A mais.
Incontáveis varandas vertidas na rua.
A tua.
A tua.
E o cais.
E cais.
Cais.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
O Lanceiro
Ávido de paz, o lanceiro,
que outrora fora arauto bélico
da hegemonia caótica,
descansa agora no calmo leito
do fim da vida.
Não sabe se que tudo o que sabe,
lhe soube alguma vez a algo.
Não sabe sequer se o que soube,
lhe sabe ainda a algo.
No fundo, desconhece o que o conhecimento
lhe poderá ter dado
que mais não seja do que cicatrizes
mais profundas do que a ignorância.
Cansado da obliquidade da chuva
que lhe afoga os poros da alma,
pesou em si a incomensurável escala
do tempo que passa
e não deixa ninguém passar por ele.
Sequioso de preguiça,
a obesidade mórbida
do cansaço dos olhos
é algo que nunca pensou
fazer parte da força elíptica
da sua decadência.
Agilmente, ainda consegue ver-se
a si mesmo
na cegueira total
em que seus olhos entraram
desde que deixou cair caída
a sua lança.
Sonoramente, lamenta em silêncio
o dia em que a pena
lhe fez cama,
e ele penosamente nela se deitou,
despudoradamente
despido de nudez.
que outrora fora arauto bélico
da hegemonia caótica,
descansa agora no calmo leito
do fim da vida.
Não sabe se que tudo o que sabe,
lhe soube alguma vez a algo.
Não sabe sequer se o que soube,
lhe sabe ainda a algo.
No fundo, desconhece o que o conhecimento
lhe poderá ter dado
que mais não seja do que cicatrizes
mais profundas do que a ignorância.
Cansado da obliquidade da chuva
que lhe afoga os poros da alma,
pesou em si a incomensurável escala
do tempo que passa
e não deixa ninguém passar por ele.
Sequioso de preguiça,
a obesidade mórbida
do cansaço dos olhos
é algo que nunca pensou
fazer parte da força elíptica
da sua decadência.
Agilmente, ainda consegue ver-se
a si mesmo
na cegueira total
em que seus olhos entraram
desde que deixou cair caída
a sua lança.
Sonoramente, lamenta em silêncio
o dia em que a pena
lhe fez cama,
e ele penosamente nela se deitou,
despudoradamente
despido de nudez.
Faminto de ociosidade,
jamais contemplou de novo
a face inexorável da sua própria vivência,
como se as vidas
de uma vida não pudessem merecer
mais do que o mais puro dos ascos.
Ele estava certo
de que estaria errado,
mas por esse caminho sinuoso,
voltaria a ser recto,
pensava.
No final da sua vida, o lanceiro,
ávido, sequioso e faminto,
pondera agora sobre o que era,
sobre o que foi,
sobre a era em que o foi
e sobre o que foi numa era
em que tudo valia a pena,
quando da sua lança fazia pena
e com ela bradavam nos céus
as palavras
da memória.
Pondera e, pudera!,
morre a morte
que jaz com ele
num imenso marfim.
ávido, sequioso e faminto,
pondera agora sobre o que era,
sobre o que foi,
sobre a era em que o foi
e sobre o que foi numa era
em que tudo valia a pena,
quando da sua lança fazia pena
e com ela bradavam nos céus
as palavras
da memória.
Pondera e, pudera!,
morre a morte
que jaz com ele
num imenso marfim.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
As Estrelas
As estrelas,
Poesia eterna do firmamento
São poeira cósmica
Tremeluzente e ufana,
São o soalho do infinito
A finitude da infinidade
Orifícios na manta espacial especial
Suco adstringente
Da distância
Que separa o fim do seu fim.
As estrelas,
Poesia etérea do firmamento
São meras bolsas de ases,
Azares de gases e idade a mais,
São nódoas irritantes
No perfeito negro do céu
Corpos celestes celestiais bestiais
Beijo insolente
Da infância
Que em mim veio dar a mim.
Poesia eterna do firmamento
São poeira cósmica
Tremeluzente e ufana,
São o soalho do infinito
A finitude da infinidade
Orifícios na manta espacial especial
Suco adstringente
Da distância
Que separa o fim do seu fim.
As estrelas,
Poesia etérea do firmamento
São meras bolsas de ases,
Azares de gases e idade a mais,
São nódoas irritantes
No perfeito negro do céu
Corpos celestes celestiais bestiais
Beijo insolente
Da infância
Que em mim veio dar a mim.
domingo, 18 de outubro de 2015
Dianódio
Palavra cujo significado permanece codificado. Se colocada no Google, levará a estes tempos antigos.
E a partir de agora, possivelmente trará até aqui também.
O dianódio é um valor inconstante, uma variável mundana como a assertividade dos sentimentos que contém e que mescla, como uma partilha incomensurável de células cerebrais em lume brando.
Ou pelo menos gosto de achar que assim é.
sábado, 17 de outubro de 2015
Começo
Lá fora chove e ocorre-me regressar à blogosfera por breves momentos. Nunca poderia voltar num dia de sol, nem por muito tempo.
O tempo escasseia na raridade da sua brevidade.
O tempo escasseia na raridade da sua brevidade.
Neste novo recanto, direi tudo, que é a mesma coisa que nada dizer, e partirei de novo, rumo à realidade insana que me trouxe aqui.
Comece então a viagem.
E obrigado.
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